Aulas bilíngues na primeira infância ajudam no desenvolvimento natural do inglês
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Estudante de Pedagogia da UFPel, Luiza Novack destaca a importância do contato precoce com uma segunda língua e do envolvimento da família no processo de aprendizagem
Por Pedro de Campos

A aprendizagem é um assunto que vem ganhando cada vez mais espaço na internet buscando ampliar as oportunidades educacionais desde cedo nas vidas das crianças. Foi sobre esse tema que conversamos nesta quarta-feira com Luiza Novack, de 21 anos, estudante de Pedagogia na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e professora de aulas bilíngues voltadas para crianças na primeira infância.
Luiza atua unificando o processo de alfabetização em português com o aprendizado do inglês, respeitando as diferentes etapas do desenvolvimento infantil e utilizando metodologias adequadas para cada faixa etária.
Segundo ela, sua formação pedagógica é fundamental para compreender a didática infantil, o universo das crianças e a importância de um ambiente de afeto durante o aprendizado. Além disso, a fluência em inglês permite que ela une os conhecimentos pedagógicos ao domínio do idioma para oferecer uma experiência de ensino mais natural e eficiente. Contou da metodologia de inserir essa segunda língua de forma quase inconsciente na rotina das crianças. Através de brincadeiras e conversas, aos poucos a criança começa a se comunicar de volta em inglês de forma natural e espontânea.
Luiza também destacou que o simples ato de traduzir palavras e fazer com que a criança memorize seus equivalentes em outro idioma não é suficiente para torná-la bilíngue. Segundo ela, o bilinguismo está relacionado à capacidade de compreender, se comunicar e pensar de forma natural na segunda língua, assim como acontece com a língua materna.
Durante a entrevista, Luiza destacou a diferença entre a língua materna e a aquisição de uma segunda língua. De acordo com ela, o período entre 1 e 3 anos, conhecido como primeiríssima infância, é marcado principalmente pelo desenvolvimento da língua materna, onde a criança aprende simultaneamente as duas línguas apresentadas em aulas e dentro de casa, adotando um ensino multilinguístico.
“Se a gente ensina o inglês de 0 a 3 anos junto com a lingua materna, o portugues, a lingua de casa, o inglês também se torna uma língua materna”
Já entre os 3 e 6 anos, fase da primeira infância, as crianças apresentam grande capacidade para absorver um segundo idioma, conseguindo desenvolver seu segundo idioma de forma muito rápida pelo seu desenvolvimento flexível para adquirir aprendizado da outra língua, inclusive até mais rápido que adultos por conta do cérebro já desenvolvido.
“Dos três aos seis anos, é um pouco mais complicado porque a criança já tem sua língua materna, então o inglês vai ser uma segunda língua. Mas também é muito tranquilo, é muito mais fácil esse aprendizado [...] Algumas pessoas dizem que é uma esponja, absorve muito rápido”
Outro ponto ressaltado foi a participação da família no processo de aprendizagem. Para que a criança desenvolva fluência em uma segunda língua, é essencial que os pais estimulem o contato com o idioma também dentro de casa, incorporando o inglês em situações cotidianas de forma natural e espontânea.
A entrevista reforçou a importância do contato desde cedo com diferentes idiomas e do trabalho, o que possibilita a criança ter uma educação multifuncional conjunto entre escola e família para o seu desenvolvimento linguístico.


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